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A RODA DO ANO NA ASTROLOGIA


Por Magda Mariolani



(Atenção: Para a reprodução ou cópia deste texto e qualquer outro deste site, somente citando a fonte)

Entre em sintonia com a natureza: O que fazer nas mudanças de estações.

Solstícios (inverno e verão)

Equinócios (Primavera e Outono)

Rito de primavera

SOLSTÍCIOS

Solstício de inverno - Yule / e solstício de Verão - Midsummer ou Litha

Nos solstícios, o movimento da alteração da luz do sol faz uma pausa e se reverte: Ela aumenta até chegar o verão, quando então começa a diminuir até chegar o inverno, e depois deste a luz solar volta a aumentar.

Eles são momentos de pausa no movimento, de recolhimento ou concentração num foco, mas de qualquer forma eles interrompem a atividade da energia que ocorre nos equinócios de outono e primavera. Neles às vezes temos a sensação sutil de suspensão de atividade, pois nos solstícios podemos parar a fim de refletir sobre nosso desenvolvimento e assimilar tudo o que já foi desenvolvido nos equinócios.

Os solstícios são momentos de reflexão e conclusão.

Eles ocorrem no eixo Câncer-capricórnio, que representa o indivíduo vivenciado as influências da família (Câncer) e da sociedade (capricórnio), ou o mundo das necessidades emocionais íntimas, versus as responsabilidades para com a moral, as tradições e a vida social.

hemisfério sul, o solstício de inverno (21-22/Junho) ocorre no signo de câncer, e o solstício de verão
(21-22/Dezembro) no signo de capricórnio, na época do natal.

hemisfério norte O inverno (21-22/Dezembro) ocorre no natal, no signo de capricórnio, e o verão
(21-22/Junho) no signo de câncer.

O que fazer nos solstícios:

No solstício de inverno temos a sensação de pertencer ao todo, o EU é limitado pela influência do meio externo, da família, da sociedade, do frio paralisante, etc... Nos voltamos pra dentro, mas temos que desempenhar nossas rotinas para sobreviver ao frio. Agora é a pausa para recebermos as sementes do amanhã, de pensarmos nos projetos futuros. É também o momento de recolhimento do ser junto à família ou amigos mais íntimos, a celebração do natal (norte) ou festas juninas (hemisfério sul) em volta da fogueira.

Mitos:

Grécia: Perséfone no mundo avernal - Após o rapto de sua filha Perséfone para o mundo avernal, onde a jovem deverá desposar o Sr. Do Hades, Deméter, desesperada, tenta trazer a filha de volta, e finalmente retira toda a fertilidade da terra, deixando os mortais expostos ao frio e à fome, para forçar os deuses a lhe devolverem a filha. Então fica decidido que Perséfone sairá na Primavera.

No druidismo é também a festa de Yule, ou Alban Arthuan (a Luz de Arthur). Seu significado era despojamento: “Liberte-se de tudo o que impede o nascimento da luz, liberte-se do que te impede de avançar.” Nessa fase em que a noite mais longa chega até nós, é celebrado o momento em que a luz de Arthur começa a entrar no mundo em meio à escuridão.

Mesopotâmia: Após a morte de seu amante Tamuz, a deusa Ihstar (Inanna) vai ao reino da morte para trazê-lo de volta com a água da vida. A deusa voltará do mundo avernal com o amante, mas durante a ausência deles, a terra vive um período sombrio de infertilidade.

No solstício de verão, somos impulsionados a nos concentrar na nossa individualidade, a qual é celebrada. Mesmo assim não deixamos de ser criaturas sociais. Esse é o momento de expressar no mundo a nossa visão pessoal, de saudar a alegria e a criatividade que levamos aos outros, ficamos cientes da nossa contribuição pessoal para a vida. Nessa época nos voltamos para nós mesmos, pensando no que faremos com tudo o que temos acumulado desde o último inverno. Agora é o momento de pausa para saudarmos tudo o que é vivo, produtivo e transitório.

Mito: É a comemoração do Alban Heruin, a Luz do Litoral. O sol está em sua força máxima, e são feitas cerimônias para o dia mais longo do ano.

 

EQUINÓCIOS

Equinócio de Primavera (Ostara) e Equinócio de Outono (Mabon)

Os Equinócios são pontos médios entre os solstícios, eles nos mostram que nem o inverno, nem o verão durarão para sempre, são épocas de transição e mudanças exuberantes. Nesse momento buscamos “ser algo mais na vida”, é a hora da ação para a expressão do EU na SOCIEDADE. São momentos de mudança, de largar os efeitos do passado na direção de um futuro melhor. Enquanto lançamos as sementes nos solstícios, nos equinócios partimos para a ação!

Nos equinócios, o ritmo da vida é mais agitado, as coisas acontecem mais rapidamente, é a hora de ir à luta.

Eles ocorrem no eixo Áries-Libra, que representa o indivíduo afirmando sua individualidade, ao mesmo tempo em que   sofre as influências limitantes do relacionamento social, da busca afetiva, e de todos os momentos em que temos de compreender que nossos direitos terminam onde começa o território do outro. Ao mesmo tempo em que o social nos limita, ele também pode nos dar oportunidades de reconhecimento, popularidade e sucesso. Como Áries e libra são signos cardinais de fogo e ar, eles imprimem um ritmo acelerado à vida, e nos impelem a tomar atitudes, iniciar coisas, buscar ascensão social, relacionamentos, etc...

hemisfério sul, o equinócio de Outono (21-22/Março) ocorre no signo de Áries (quando o ano realmente começa, depois do carnaval...), e o equinócio de Primavera (21-23/Setembro) no signo de Libra.

hemisfério norte, O equinócio de Outono (21-23/ setembro) ocorre no signo de Libra, e a Primavera (21-22/Março) no signo de Áries.

O que fazer nos Equinócios:

Equinócio de Outono Ou Mabon: Os indivíduos começam a se unir, buscam interesses em comum e trocam energia entre si. Após essa troca percebemos que precisamos achar nosso lugar no todo, e finalmente precisamos encontrar a nós mesmos. É a hora de perceber as relações e diferenças entre nós e os outros, pois o frio começa a aumentar e logo estaremos sofrendo a influência restritiva do inverno e das obrigações com a sobrevivência. Nesse momento o ser faz um esforço para preservar sua individualidade ao mesmo tempo em que se relaciona com as pressões externas.

Mito:

Paganismo-celta: A força do sol está terminando, é hora de dar graças pela colheita e se preparar para a escuridão do inverno. É a celebração do Alban Elued, ou luz da água. Era como um segundo festival da colheita para os pagãos, depois de lammas. Dia e noite estão equilibrados, mas logo as noites ficarão mais longas, até o inverno.
Em algumas tradições ocorre a celebração de Mabon ou Angus, um deus do amor.

Equinócio de primavera ou vernal, festa de Ostara: Após sermos limitados pela energia do inverno, e das obrigações impostas pela relação com o mundo externo, as energias restritivas finalmente encontram sua expressão e podemos levar adiante as nossas vidas, mudando e crescendo, na medida do possível. Nesse momento buscamos a expressão junto ao outro, pois somos seres sociais, só que agora observamos mais as relações e atentamos para a nossa individualidade, deixamos de lado o atavismo do inverno e acreditamos que a vida é uma coisa estimulante, podemos criar harmonia e seguir em frente na vida social.

Mito:

Grécia: Perséfone retorna do mundo avernal. Após um acordo com Hades, seu esposo, ela é devolvida à sua mãe Deméter, e tem permissão para passar parte do ano de novo sob a luz do sol. Acontece então a Primavera.

Paganismo celta: A força do sol está aumentando, e em algumas tradições é celebrado o Alban Eiler (a Luz da Terra).

Também chamado em outras tradições, de Festival de Ostara, em homenagem à deusa Oster, senhora da fertilidade.

Na mesopotâmia a primavera celebrava o retorno da poderosa deusa Ishtar (também adorada como Inanna) de sua viagem ao mundo avernal.

Magda de Mariolani - magda_mariolani@terra.com.br
(19) 3287.5199 - Campinas/SP


 


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